quarta-feira, 23 de março de 2011

Ainda existe racismo no futebol

É inacreditável como ainda se ouve falar de casos de racismo no futebol.

No mundo globalizado é inadmissível aceitar que ainda hajam pessoas que estabelecem barreiras raciais.

O tema racismo no futebol voltou a ser manchetes nos jornais russos. Durante o jogo entre Anzhi Makhachkala, time do jogador brasileiro Roberto Carlos, e Zenit em St. Petersburg nessa segunda-feira, o brasileiro foi alvo de insultos e do racismo dos torcedores do Zenit, que ofereceram uma banana ao jogador.

As torcidas russas já são conhecidas por atos racistas há algum tempo. Os dirigentes do Zenit não contratam jogadores negros para não desagradar os torcedores que dizem "não haver preto nas cores do Zenit".

Em 2006 o jogador nigeriano Maazou, que atuava pelo CSKA, teve que ser substituído por estar desestabilizado emocionalmente. Os torcedores do Dynamo de Moscou entoavam hinos racistas e imitavam macacos quando o jogador tocava na bola.

Esse tipo de caso não acontece apenas na Rússia. No sábado outro jogador brasileiro também foi vitima da ignorância de torcedores. No clássico da capital espanhola, o lateral Marcelo do Real Madrid foi recebido pelos torcedores do Atlético de Madrid, no estádio Vicente Calderón, aos gritos de “macaco”.

O futebol europeu sempre foi recheado de jogadores de outros continentes e mesmo assim ainda vemos uma onda xenofóbica e racista.

A UEFA ainda não se posicionou de forma incisiva em relação a esse assunto. Punições não vêm sendo aplicadas e jogadores estrangeiros entram em campo sem saber quando os insultos irão acabar.

Com a reeleição de Michel Platini como Presidente da UEFA, se espera que ideias como interrupção de jogos e punições mais severas aos clubes em que seus torcedores estejam envolvidos com casos de racismo saiam do papel.

2 comentários:

  1. Parabéns mano, o blog tá muito bem feito.
    Você escreve legal e têm tudo pra melhorar ainda mais.
    Um abraço.
    Derrico...

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  2. A Europa se arrasta para tentar sair do atoleiro econômico, Portugal, Grécia e irlanda estão a beira da falência, a França puxa o saco do Brasil de todas as maneiras tentando vender seus jatos e dar uma turbinada na economia, desconfio até que a gana de Sarkozy para entrar nos combates líbios é mostrar que seu avião Rafale de fato voa e dá tiro, não lembro deste avião ter sido usado antes disto.
    Os europeus dominaram o mundo até o final da segunda guerra mundial, eles são orgulhosos disto, continuaram ricos e pelo menos a parte ocidental pôde dar um padrão de vida excelente para seus cidadãos, padrão este que está sofrendo cortes sistemáticos como acontece na Inglaterra agora, porque a economia, como eu já disse acima, vai mal.
    Neste quadro de decadência assistimos estas manifestações de racismo contra jogadores não brancos, jogam bananas, chamam de macacos, entoam musiquinhas ridículas, um festival de ignorância.
    Como um escocês pode se sentir superior a um brasileiro? Temos nossos problemas mas somos um povo livre e eles não conseguiram ser um país independente da Inglaterra até hoje.
    Sentem-se superiores porque são europeu e pronto. Do meu ponto de vista são completamente ridículos, nesta semana ofereceram uma banana ao lateral Roberto Carlos, e hoje outra banana foi jogada em campo para o Neymar.
    Cada um destes jogadores recebem mais de 300 mil euros por mês, valor que não será ganho numa vida inteira de um operário europeu (que conseguir manter seu emprego), acho que eles deveriam parar de jogar bananas em campo guardá-las para comer, pode fazer falta durante a semana.

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