segunda-feira, 2 de maio de 2011

Corinthians vence nos pênaltis e vai pegar o Santos na final

O jogo começou com o Palmeiras impondo um ritmo forte. Marcando a saída de bola, a linha de frente do time verde encurralava o Corinthians e forçava Jorge Henrique a

compor o meio-campo na linha dos volantes.

O Palmeiras empurrava o Corinthians para dentro da área. Ralf e Paulinho tinham dificuldades nos desarmes e a bola não chegava limpa para Bruno Cesar.

Pela direita, Cicinho aproveitava a fragilidade de Fabio Santos e Castan para abrir espaço. Por duas vezes conseguiu deixar Valdívia com condições de chutar a gol.

O clássico tinha cara bem definida. O Palmeiras atacava e o adversário esperava a chance do contra-ataque.

Mas o jogo estava tenso, catimbado, e aos 23, Danilo deu um carrinho de frente, perigoso, mas que dava chance para Liedson pular. O atacante tirou o pé da bola e pisou no zagueiro. De propósito ou não, só ele sabe e não vai dizer. PC Oliveira deu cartão vermelho ao palmeirense (correto) e não puniu Liedson.

Valdívia havia sentido a contusão na coxa momentos antes da expulsão, sendo substituído por Leandro Amaro.

Então o jogo mudou. O Palmeiras passou a marcar em seu campo, Kléber ficou isolado esperando as chances de contra-ataque e o Corinthians passou a ter a posse de bola.

Mas a formação tática covarde do Tite evidenciava as dificuldades corintianas de criar lances de gol.

Aos 39, Cicinho, também machucado, deu lugar a João Vitor.

PC Oliveira então passou a dar cartões amarelos por nada aos corintianos. Como quando Tinga caiu e Fabio Santos foi punido sem ao menos tocar no adversário.

Felipão, aos 28, também foi tirado da partida pelo juiz.

A confusão gerada deixou o jogo um bom tempo parado e o árbitro deu apenas 3 minutos de acréscimos se omitindo, uma vez que havia perdido o controle do jogo.

O Palmeiras voltou do intervalo mais tranqüilo e merece elogios pela valentia que apresentou na etapa complementar.

O sistema defensivo trabalhou bem. As bolas paradas e contragolpes deram trabalho ao goleiro corintiano. A equipe de Tite não se impôs apesar de estar com um jogador a mais.

E, numa sequencia de escanteios, Marcos Assunção pôs na cabeça de Leandro Amaro para fazer 1 a 0, aos 8.

Mesmo vencendo e com um a menos, o Palmeiras pressionava mais buscando o segundo gol. Mas em uma falha do goleiro Deola, Willian, que havia entrado no lugar do apagado Dentinho, empatou.

O empate não intimidou o Palmeiras que parecia não estar com um jogador a menos e Júlio César teve que salvar o que seria o segundo gol, de Luan.

E na ultima jogada de perigo do jogo, Marcos Assunção bate falta e a bola trisca a travessão.

Então a decisão ficou para os pênaltis.

As equipes mostraram a competência de seus batedores nas cinco primeiras cobranças. Os goleiros não tiveram chances.

Nas cobranças alternadas, Julio Cesar fez boa defesa na cobrança do menino João Vitor. E Ramires colocou o Corinthians na final contra o Santos.

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