quinta-feira, 2 de junho de 2011

Libertadores: A triste Champions League da América

O Santos se classificou para a final da Libertadores da América após derrotar o Cerro Porteño. Jogo aberto, bonito e com muitos gols. Mas o que se fala hoje é de como os jogadores ficam expostos a agressões na América do Sul.

Para quem assistiu a final da UEFA Champions League no sábado, viu o Barcelona vencer o Manchester United dentro de Londres, na casa dos temidos hooligans.

Hooligans? Até eles, a Europa já conseguiu controlar.

O estádio de Wembley não tem alambrado para impedir que a torcida invada o campo, os jogadores não temem essa atitude. Afinal, jogam em um torneio bem organizado. Para receber os prêmios os jogadores do Barcelona e Manchester passaram pela torcida e não se viu qualquer hostilidade, eles estavam ali acompanhando apenas um jogo de futebol e não em uma guerra.

Então voltamos a nossa realidade.

A selvageria que vimos ontem em Assunção, no Paraguai, é a velha barbárie incrustada na alma do futebol sul-americano. A torcida do Cerro marchou como um exército para o estádio e se não ganhassem no jogo ganhariam no braço. E foi o que aconteceu.

Antes do jogo, foguetório e depredação do ônibus que transportava os torcedores do Santos, no intervalo, pedradas na torcida santista e pra finalizar o espetáculo, atiraram um objeto na cabeça do técnico Muricy Ramalho.

Tudo normal. Acontece.

A Conmenbol, presidida pelo Sr. Nicolas Leoz, só vai fazer alguma coisa quando um jogador morrer em campo. Se é que vai.

O falido futebol sul-americano vai se distanciando cada vez mais do europeu. Nossas estrelas querem segurança e já sabem que aqui nunca terão. Uma pena que tenha de ser assim.

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