segunda-feira, 6 de junho de 2011

A seleção de Mano Menezes e Ricardo Teixeira

Quem foi ao Serra Dourada acompanhar a seleção brasileira pagou caro, entre R$ 150,00 e R$ 800,00, e saiu decepcionado. Até quem viu pela TV teve vontade de mudar de canal.

Um Brasil sem brilho, sem vontade. Neymar e Robinho estavam sozinhos, ninguém para municiá-los. A seleção montada por Mano Menezes entrou com três atacantes e três volantes, o que criou um abismo entre os dois setores do campo. Bastou a Holanda povoar a intermediária, que anulou completamente o ataque brasileiro.

O que assustou ainda mais foi apatia do treinador, que parecia não perceber a falta de criatividade da equipe, e mesmo com Thiago Neves e Lucas no banco, só foi mexer aos 18 minutos do segundo tempo.

Entendo que talvez esteja sendo imediatista, mas não tem como deixar de lado as comparações entre Mano Menezes e Dunga.

A imprensa que tanto atacou o antigo técnico, só falta carregar no colo o atual, mesmo sem ter ganho de ninguém importante no cenário mundial.

Dunga também não tinha o camisa 10, desculpa usada por Mano, e mesmo assim venceu quase tudo que disputou, inclusive da Argentina e Itália.

Mano tem nas mãos uma seleção com muito mais qualidade do que o Dunga teve, mas insiste em convocar seus “protegidos” Elias e André Santos e deixar de fora Hernanes e Marcelo.

Com a desculpa de estar renovando a seleção, Mano ainda não tem um time definido e vamos disputar a Copa América com uma seleção sem identidade.

Mas tudo bem, o importante é fazer festa para o Ronaldo e encher o bolso do Ricardo Teixeira.

Vaias? Isso acontece.

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